Trocando idéias

Escolhi um caminho na vida, que me levou a descobrir o prazer em atividades que sempre neguei fazer como cozinhar e costurar. Além disso agora sou mãe e essa palavra passou a ter um novo significado para mim. Nesse espaço pretendo compartilhar experiências e idéias pelas quais tenho passado.
Viver é experimentar, é mudar, é aprender com paciência e, aos poucos, conquistar uma modesta sabedoria.





quarta-feira, 2 de julho de 2014

Homenagem aos meu Avós

HOMENAGEM AOS MEUS AVÓS
(em memória)

Sempre é bom ter avós por perto. O carinho é especial, fazem as vontades dos netos, os enchem de presentes. Eu não ganhei muitos presentes, nem muitos abraços, mas hoje, aos 40 anos, mesmo tendo poucas lembranças, o sentimento da importância do convívio com meus avós e o carinho que aflorou na minha alma é muito maior agora.
Ter avós é algo meio místico enquanto somos crianças. São pessoas sábias, pois são mais velhas e mais experientes. Viveram, e cresceram em um momento distinto.  Aprenderam coisas diferentes à nossa atual realidade. Muitas vezes, os consideramos ultrapassados pelo modo de pensar e agir, mas não têm pessoas melhores para contar histórias sobre o seu passado, suas aventuras e peraltices e também as histórias assustadoras sobre suas crendices, Sempre têm um remediozinho caseiro para nos ensinar e dar conta das enfermidades corriqueiras.  E, para nós netos pequeninos, sempre nos surpreendem com essas atitudes.  
Na minha época, ficávamos apenas os observando e admirando seus comportamentos, porque, não tínhamos a liberdade de falar ou fazer tudo o que tínhamos vontade. Principalmente com meus avós paterno a relação era mais de respeito, ou simplesmente, cumprir o papel de visitá-los nos dias de festa.
Meus avós já faleceram, mas recordar faz parte do viver e muitas vezes as lembranças simplesmente surgem no nosso pensamento. Desta vez foi de forma mais impositiva. Não sou boa de lembrar data de aniversário, mas, conversando com minha mãe no dia 05 de outubro de 2012, ela me alertou que era aniversário da minha avó paterna e no dia anterior fora aniversário do meu avô paterno, isto é, dia 04 de outubro. E mais, no dia 08 seria aniversário do meu avô materno. Nossa!!!  Eu não sabia do aniversário do meu avô materno e não me lembrei da data dos meus avós paternos. Achei o máximo saber que três avós faziam aniversário no mesmo mês! Não consegui mais parar de pensar a respeito e o jeito foi vir escrever sobre eles. Sobre todos eles.
Do lado paterno, meus avós se chamavam Flaviano e Laura. Mas meu avô era mais conhecido como Pazon (acho que era o nome de guerra dele por ser da Polícia Militar).
Eles viveram bastante, faleceram pela idade mesmo. Pude conviver bastante com eles.
Vamos ver o que me recordo.
VÔ PAZON
Enquanto minha avó era meio ranzinza, Vô Pazon transparecia muita calma e era mais sociável. Gostava de uma conversa e também de passear. Andava muito a pé pelas redondezas do seu bairro. Não lembro qual tipo de roupa ele usava em sua casa, mas, quando ele saia, era sempre de calça e camisa de social de manga curta ou de paletó. Lembro-me dele usando paletó e sapato social marrom. O pouco cabelo muito bem escovado para trás. Andava devagar e com as costas um pouco curvadas para frente, mas transparecendo muita tranquilidade.
 Ele não perdia uma festa familiar, mas acho que tinha uma paixão maior por outro tipo de festa, os eventos da Polícia. Vô Pazon entrou na reserva como Coronel. Não tenho nenhuma recordação dele atuando na PM, muito menos usando farda, mas lembro dele já aposentado e, se, tivesse solenidade da PM, podia ter certeza que ele estaria no palanque, de terno e calmamente conversando com os outros convidados. Porém, começando a comemoração, ficava compenetrado em respeito ao evento, cantava os hinos pertinentes. E, quando terminava, voltava aos bate-papos.
Não sei por qual motivo Vô Pazon, tinha as unhas do dedo polegar em formato de triângulo. Eu achava esquisito. Na verdade eu não gostava de ver suas unhas lixadas daquele jeito, mas também despertava minha curiosidade mística infantil.
Ele adorava fazer embrulho. Era usado o mesmo tipo de papel que antigamente enrolava o pão em vara. Tinha papel verde, rosa e marrom. Meu avô enrolava tudo com esses papéis e depois passava cordão para arrematar. Quando tinha almoço e sobrava sobremesa ou bolo, lá ia meu avô enrolar as vasilhas com o papel e o cordão para que pudéssemos levar para casa sem riscos de vazar. Os presentes de aniversário, também eram enrolados do mesmo jeito. Eu não gostava de receber meu presente daquela forma. Eu queria que viesse em papel de presente como todos os outros presentes, mas não tinha jeito! Hoje, recordo com carinho dos embrulhos do meu avô. Era sua marca registrada. Fico emocionada agora, ao perceber a importância e cuidado que ele dispensava ao fazer tais embrulhos e amarrar muito bem amarradinho. Esse talvez fosse o seu abraço mais apertado que nos dava. O gesto de mostrar a importância que tínhamos em sua vida.

VÓ LAURA
Como mencionado, Vó Laura era meio ranzinza. Não sei o motivo. Possuía suas manias e modo de viver mais reservado. Não era por timidez, pois até conversava, mas não tinha grandes laços de amizades. Ela não frequentava as festas da família, não viajava e só saía pelas redondezas do bairro do Tororó, onde morava.
Sempre passávamos as datas comemorativas com eles. Exceto o Natal, data na qual íamos visitá-los de noite, mas a ceia era feita na casa de tia Avany, irmã da minha mãe.
Lembro-me dos almoços de mesa farta. Não sei ao certo a variedade de iguarias de um almoço para outro, mas tenho a certeza de que Vó Laura fazia feijoada com pedaços de abóbora dentro e um bife que meu irmão adorava. O bife era tão macio que se desmanchava apenas com o garfo.
Depois do almoço....Hummm!!! Era a vez da especialidade de minha avó: doces! Ela foi filha de doceira.
Fazia ambrosia com leite em pó da marca Ninho. O doce de leite ficava tão macio e gostoso, que nunca comi nenhum igual.
O doce de banana em calda tinha rodelas bem finas da banana e ficava com um tom meio bordô. Desse doce já comi parecido, igual jamais.
O doce de maçã em calda era o meu favorito e, pode ter certeza que deste nunca mesmo comi nem parecido.
O doce de batata doce eu não conhecia, aliás, nem imaginava que pudesse fazer doce com tal tubérculo, até que um dia apareceu na mesa.
Quando tinha aniversário, por volta das 16 horas, ela servia ainda bolo, queijo prato e refrigerante. A torta era sempre retangular. Dois bolos sobrepostos, geralmente um bolo de ovos e outro de chocolate com recheio de goiabada ou de ameixa. Tudo era coberto com uma glace açucarada branca e dura.
Caso não houvesse festa e passássemos por lá à tarde, também nos era servido bolo com queijo, café com leite ou refrigerante. Acho que foi por isso, que passei a adorar comer bolo e outras iguarias doces como panetone, rosca de natal e cuca junto com fatia de queijo.
Pessoas mais velhas sempre tinham uma receita para curar algo. Minha avó não era diferente. Vez por outra a encontrávamos com dor de cabeça, e, para aliviar os sintomas, colocava rodelas de batata inglesa na testa e amarrava um lenço para segurá-las. Eu a achava muito engraçada com tal acessório.
Além do doce de maçã, e do queijo com bolo, eu adorava também a cama de Vó Laura. O colchão era de mola. Nossa, era uma delícia, afinal, na minha infância aquele tipo de colchão era considerado antigo. Na verdade, era o único colchão de molas que eu conhecia. Sempre que ia visitar meus avós paternos eu dava um jeito de encostar ou sentar na cama. Infelizmente, era um ambiente no qual não me sentia à vontade para deitar e rolar. Mas, já adulta, era mais fácil me posicionar junto à minha avó e com isso também era mais fácil dar uma deitadinha na sua cama de molas.
Sei que ela tocou sanfona, mas não foi na minha época. Na sua infância, enfrentou os sustos das invasões de Lampião e seu bando na cidade de Glória, interior da Bahia. Eu adorava ouvir essas histórias. Morria de rir, quando contava que enterravam seus pertences mais preciosos para não entregar aos cangaceiros. Mas o pior era quando esqueciam o local onde os haviam enterrado.
Outra história que eu gostava de ouvir era do Nego D’água. Dizia minha avó que, de vez enquanto, viam o Nego D’água na região. Um homem preto e nu, em pé na beira do rio, que depois se jogava para dentro da água do rio.
Minha avó Laura tinha suas manias de gente mais velha e que não acompanhava as mudanças. Não concordávamos e, não gostávamos da maioria delas. Mesmo eu sendo pequena, não me sentia descontraída em sua casa. Com a maturidade passei a relevar tais coisas, pois era minha avó, mãe do meu pai e, no fundo do coração, eu sabia que ela gostava de mim. Vó Laura vivia reclamando de uns “incômodos”, que sentia pelo corpo e culpava meu avô por isso. Até hoje não sei exatamente que incômodo era esse, pois sua saúde era muito boa.
VÔ JOSÉ
Meu avô materno. Não lembro quase nada dele, pois, quando faleceu, eu tinha apenas quatro anos. Mas lembro-me bem de uma cena no dia da sua morte: minha mãe estava sentada na mesa da cozinha, na cadeira que ficava encostada na parede e chorava.  Eu estava na porta da cozinha olhando o nosso cachorro na varanda. Fazia sol e eu não entendia o porquê da minha mãe estar chorando.
O que sei sobre meu avô José acredito estar mais relacionado às fotos vistas e aos comentários feitos a seu respeito pelos familiares. Uma pessoa calma e atenciosa. Tinha cabelos grisalhos, também penteados para trás e usava óculos. Precisou amputar uma das pernas e lembro vagamente da muleta de madeira com apoio nas axilas, que usava para auxiliar sua locomoção. Não me recordo dele usando-a, mas lembro da muleta.
Vô José era sapateiro e sempre vem na minha memória um quartinho no fundo da casa, do lado esquerdo, cuja porta dava para o quintal. Lá era sua oficina. Era um quarto meio escuro e, para mim, tinha uma mesinha perto da porta cheia de apetrechos, como retalhos de couro e ferramentas.
Infelizmente o tempo dele foi muito pequeno na minha vida, mas, pelo que falam, acredito que teria sido um grande avô para mim.
Vô Helenita foi a primeira esposa de Vô José, portanto, a mãe da minha mãe e dos meus tios maternos. Morreu jovem para os tempos de hoje. Apenas a conheci em fotos. Minha mãe diz que meu cabelo é igual ao dela: cacheado, fino e vazio. Quando nasci, Vô José já era casado com Filomena. Essa sim foi uma pequenina grande avó na minha vida, por ser mais presente e atuante em vários momentos.
Os anos passam, amadurecemos, as recordações brotam e o sentimento modifica. As lembranças trazem força, respeito e carinho. Não tive a liberdade, nem o aconchego que minha filha tem com seus avós.  Mas com o tempo, o carinho pelos meus avós foi aumentando, hoje sinto falta do abraço largo e macio que dava em Vó Laura, que era gordinha e fofinha. Dos embrulhos de Vô Pazon, da tranquilidade de Vô José, a curiosidade em saber como era Vó Helenita e Filó, com seus sequilhos e histórias de lobisomem.


Jaqueline Oliveira

Out 2012 – Jan 2013

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Feijão Fradinho

Finalmente, no ano passado achei no mercado o feijão fradinho. E, como é fácil de fazer, aprendi logo com minha mãe.  Segue abaixo a receita:

Ingredientes:

250 g de feijão fradinho
1 cebola grande
camarão seco (batido no liquidificador)
2  a 3 colheres de sopa azeite de Dendê
sal à gosto

OBS: Se tiver em casa você pode acrescentar amendoim e castanha conforme ensinei na postagem de dicas sobre comida baiana.

Preparo:

Coloque na panela de pressão um pouco de água, o feijão e um pouco de sal. A partir do barulho da pressão deixe por mais 10 a 15 minutos. O feijão deverá ficar meio mole, mas não está no pronto ainda.
No liquidificador, bata a cebola com um pouquinho de água. Depois coloque essa mistura na panela de pressão junto com o camarão seco e o dendê. Leve de novo ao fogo até amolecer o feijão. Verifique o sal.


Moqueca de Peixe com camarão

Ingredientes:

1 bandeja de filé ou posta de peixe ;
1 bandeja de camarão;
1 garrafinha de leite de coco ( ou 1 coco seco pequeno)
Tempero completo ou de alho e sal
1 limão
1 cebola, 1 tomate e 1/2 pimentão fatiado em rodelas
tempero verde (cebolinha picada, coentro ou salsinha)
 2 colheres de sopa de azeite de dendê

Modo de preparo:

Lave o peixe com água e limão e escorra;
Faça o mesmo com o camarão e reserve;
Tempere com alho e sal, ou o tempero completo;
Coloque o leite de coco numa panela ( encha a garrafinha de água e acrescente na panela);
Espalhe na panela as rodelas de cebola, tomate e pimentão. Acrescente o azeite de dendê e leve ao fogo para cozinhar; Quando amolecer os temperos, arrume o peixe e com uma colher vá trazendo os temperos com o caldo para cima do peixe; O peixe estando quase cozido, acrescente o camarão e deixe cozinhar por mais uns 5 minutos ou até estar à seu gosto. Para finalizar coloque o tempero verde, mas às vezes coloco antes mesmo e não tem problema.

OBS: Muitos ingredientes podem fazer parte de uma moqueca, vai de acordo ao seu paladar.
Pode fazer a moqueca só de peixe, ou só de camarão, ou ainda, acrescentar batata cortada em cubos, ou chuchu em cubos (neste caso pode cozinhar o legume separado, mas se colocar junto com os temperos, ficar atento para acrescentar o peixe quando o legume  já estiver quase no ponto.

Outra sugestão é fazer moqueca de repolho com ovos - fatia meio repolho e aferventa um pouco. Depois segue os mesmos passos do leite de coco e temperos. Pode colocar um pouco de camarão seco. E quando o repolho estiver quase cozido coloca os 2 a 3 ovos para cozinhar. Verifique o sal.

Outra opção é usar no lugar do repolho o maxixe. 




Novidades em feltro - Toalha de Mesa

Caminhos de mesa bordado em feltro. Diversos modelos e tamanhos de acordo ao desejo do cliente. Esses  são apenas algumas encomendas  para o Natal de 2012.






Comida Baiana - Algumas dicas

Vamos recordar que sou uma mera aprendiz de cozinheira, sem grandes paixões pelo fogão. Só aprendo a fazer comidas que sejam práticas e rápidas de fazer. Morria de saudade dos sabores  da minha terrinha, mas, JAMAIS, me vi fazendo comida baiana. Achava que dava muito trabalho, até um dia conversar com minha mãe sobre o assunto e descobri que não é tão difícil, desde que algumas etapas sejam antecipadas.

Alguns ingredientes são imprescindíveis para a culinária baiana:

1) Leite de coco - é preciso bater o coco no liquidificador e espremer para tirar o leite. Como não acho nada prática essa etapa, eu compro a garrafinha de leite de coco mesmo. De fato, acho que fica mais saborosa a comida com o leite do coco seco, mas....não é minha praia.

2) Castanha e amendoim batido também no liquidificador. Bate bastante até ficar quase bem moidinho, quase uma farinha.Por enquanto eu aproveito quando a mamãezinha vem me visitar e peço para ela carinhosamente bater os ingredientes. Depois é só guardar no congelador. 

3) Camarão seco triturado no liquidificador.Aqui em Blumenau, nem em Florianópolis encontrei camarão seco. Então esse tem de vir da Bahia. Até pelo correio meus pais já me enviaram. hehe. Depois guarda no congelador. Aguenta bastante tempo.

4) Farinha de Mandioca - Também trago da Bahia, ou trazem para mim, mas aqui tem farinha, não é igual, mas quebra um belo de um galho.

5) Azeite de Dendê - em todo mercado atualmente vende-se o azeite. Depois que abrir a garrafinha é só guardar na geladeira. Mas ele endurece quando resfriado, então, quando for usá-lo novamente, coloca a garrafa em banho maria para derreter.

Depois é só fazer as receitinhas e hummmmmmmmmmmm, matar a saudade!

quarta-feira, 1 de maio de 2013

TELHADO DE VIDRO

                                       CUIDADO COM O TELHADO DE VIDRO

Estávamos em mais um dia de férias, curtindo o sol e o mar, na nossa prainha quase particular em Balneário Capri, em São Francisco do Sul. Depois que passou a comemoração do ano novo, a frequência na praia diminuiu drasticamente no meio da semana. Mas sempre por volta das 10:30 h da manhã, quando o sol resolve finalmente aparecer de vez, aquecendo e embelezando a natureza, a energia toma conta das pessoas, dando-lhes alegria e disposição para caminhar até a praia. A extensão da orla é grande e, como a frequência dos praieiros é pequena, sobra espaço para todos.

Na primeira sexta-feira de 2012, uma família de descendentes de japoneses, acredito eu, montou acampamento próximo a minha família. Um casal e mais duas mulheres, todos já na faixa dos quarenta e uns anos. Enquanto o rapaz colocava os sombreiros as mulheres estendiam suas toalhas pela areia e, prontamente, começaram a tomar sol.

Rapidamente esqueci-me dos novos vizinhos, pois estava lutando internamente entre o desejo de entrar na água e o receio desta estar gelada. Mas geralmente a paixão pelo mar vence essa briga. Adoro mergulhar! Não sei nadar, mas sei boiar. Além disso, respeito muito o mar e seus perigos, como as ondas fortes, lugares fundos, correnteza e repuxo. Evito tudo isso e nunca tive problemas em me deliciar na praia tomando um belo banho de mar. Resolvi, então, entrar na água.

Aos poucos fui molhando o corpo, dando atenção especial à barriga e às costas que parecem ser mais sensíveis ao contato com a água fria. Terminada essa fase, não tem jeito, enfiar a cabeça na água e rezar para depois não sentir frio. E foi o que fiz. Que maravilha! Vencida a etapa dos medos é só curtir a delícia do mar. A maré é calma e de água transparente. O sol refletindo seu brilho naquele tapete voluptuoso.   Para mim, tomar banho de mar é revigorante, lava a alma, renova as forças para a vida, levando com as ondas as impurezas que nos consomem o pensamento......ops. Nem toda impureza é levada pelas ondas! Algo de venenoso faz parte da nossa genética, com certeza.

                Retornei ao mundo real, quando meus olhos visualizaram meus vizinhos de praia, a família dos japoneses, que, agora, estavam bem na minha direção, pois, a pouca correnteza do mar, me levou mais para a esquerda. E, deparo-me com o rapaz iniciando uma atividade física.

                Com os óculos de natação pendurados no braço como se fosse uma manga vestida, em vez de uma apresentação de tai chi chuan, presenciei uma aula de alongamento. Uma preparação primorosa para o nado, que deduzi vir a seguir. Movimentos lentos esticando um braço, abaixando o braço, levantando o outro braço, abaixando o outro braço. Tttuuudddooo mmmuuuiiitttooo dddeeevvvaaagggaaarrr.

                Dentro da água eu o observava e ria por dentro, admirada com tanto zelo no exercício e também muito curiosa para ver se o nado corresponderia a esse cuidado.

                Nossa! Demorou tanto que terminei meu mergulho e voltei à minha toalha estendida ao sol. Para minha surpresa meu marido logo puxou conversa e, não deu outra, fez a mesma observação sobre o esmero e a demora do nosso vizinho de praia para realizar um alongamento. E brincávamos: - Será que vai atravessar até o outro lado do canal?

                Bem, em algum momento ele teria de parar o exercício nem que fosse para ir embora da praia. Enfim essa hora chegou e entrou no mar. É, de fato, começou o nadar, demonstrando ter vasta experiência no ofício. A classe apresentada no alongamento foi mantida nas braçadas, no bater de pernas e no girar da cabeça. Classe e calma.

                Nadou e sumiu. Esquecemo-nos do nosso vizinho nadador. Tomei sol, brinquei na areia com minha filha. De repente, olha quem voltava depois de muitos minutos passados! Sim, o descendente de japonês. Ficamos mais uma vez admirados, pois demorou muito para voltar nadando e comentamos que de fato ele tinha muito bom preparo físico. E ele continuou a nadar na outra direção. Demorou mais uma vez para voltar. Desta feita parou e voltou a encontrar-se com a família sentada na areia.

                Depois de muitos comentários, brincadeiras e admirações sobre formas de nadar, foi a vez agora de o meu querido marido ir tomar banho de mar. Com seu jeito peculiar de nadar, para não dizer que é, na verdade, desajeitado, começou  a bater os braços para trás com as pernas esticadas para a frente. Eu observava da cadeira a figuraça! De repente seu rosto mudou de expressão. A fisionomia de alegria mudou para a de dor.    

                Parou de nadar e voltou para a areia. Era visível que algo deu errado. Ele confessou, que foi criticar o alongamento do japa e acabara de dar um jeito no seu braço justamente por não ter feito o mesmo.

                Pois é, como diz o ditado: “Quem tem telhado de vidro, não joga pedra no telhado do vizinho.”. E assim, com as boquinhas bem fechadas, voltamos para casa para cuidar de um braço dolorido.

 

 

terça-feira, 17 de abril de 2012

Divulgação do livro O Malabarista

Queridos amigos,

Estou aqui para compartilhar e ajudar a divulgar o livro O Malabarista escrito pelo amigo Alessandro Pithon. Quem foi meu colega do ISBA no 3º ano colegial deve lembrar-se dele.

Tive a felicidade de reencontrá-lo em 2004 para o lançamento do seu primeiro livro Nas Esquinas da Vida. Nossa! Que surpresa! Um livro de crônicas retratando aspectos do seu cotidiano através de uma linguagem simples e, principalmente muito agradável. 

E agora, início de 2012, mais uma surpresa, o lançamento do seu segundo livro! Agora um romance, com 335 páginas. Gente.... é muito lindo o conteúdo. Claro que é meu ponto de vista, mas para quem gosta de ler, acredito que concorde comigo.

O Malabarista trata de amizade verdadeira, de amor verdadeiro, de humildade, de mudança de comportamento, mudar para ser uma pessoa melhor e não tem dinheiro que compre isso. EU sorri, me emocionei, me apaixonei, chorei, senti paz. Foi uma leitura que desperta a curiosidade, é envolvente, mas com muita sensibilidade transmitida através de palavras. O Malabarista tem início com o encontro de um jovem e um velho e a partir daí uma linda história (ou talvez mais de uma) passa a ser contada ou sentida.

No entanto, meu amigo é novo nessa carreira de escritor. A concorrência é grande. E este livro está sendo divulgado por ele mesmo. Por isso, resolvi dar uma forcinha por algo que acredito valer a pena. Ler é bom e se tem alguém escrevendo e sonhando em continuar cumprindo com esse papel, ainda mais sendo alguém que eu conheço, que gosto do conteúdo e da maneira como escreve e acredito no potencial, sim, eu quero ajudá-lo a perpetuar esse sonho.

Assim, quem tiver interesse, o livro deve ser solicitado através do seu email: alessandropithon@gmail.com e custa R$ 50,00 (cinquenta reais). Este preço é referente ao livro mais a entrega na sua casa, que pode ser via portador, para quem mora em Salvador -Ba ou por correio para as outras cidades, como eu que resido em Blumenau. Daqui eu fiz uma encomenda para meus pais em Salvador e já no outro dia eles receberam.

Acabei de achar no youtube um video, onde ele fala um pouco da sua experiência ao escrever este livro. Leva 13 minutos, mas para quem quiser conhecê-lo, vale a pena ver. Não consegui anexar ao email, então basta escrever o nome dele (Alessandro Pithon) na busca do youtube que aparece dois vídeos, um referente ao dia do lançamento do livro, mas é o outro vídeo onde aparece seu rosto do lado direito.