Trocando idéias

Escolhi um caminho na vida, que me levou a descobrir o prazer em atividades que sempre neguei fazer como cozinhar e costurar. Além disso agora sou mãe e essa palavra passou a ter um novo significado para mim. Nesse espaço pretendo compartilhar experiências e idéias pelas quais tenho passado.
Viver é experimentar, é mudar, é aprender com paciência e, aos poucos, conquistar uma modesta sabedoria.





sexta-feira, 24 de maio de 2013

Comida Baiana - Algumas dicas

Vamos recordar que sou uma mera aprendiz de cozinheira, sem grandes paixões pelo fogão. Só aprendo a fazer comidas que sejam práticas e rápidas de fazer. Morria de saudade dos sabores  da minha terrinha, mas, JAMAIS, me vi fazendo comida baiana. Achava que dava muito trabalho, até um dia conversar com minha mãe sobre o assunto e descobri que não é tão difícil, desde que algumas etapas sejam antecipadas.

Alguns ingredientes são imprescindíveis para a culinária baiana:

1) Leite de coco - é preciso bater o coco no liquidificador e espremer para tirar o leite. Como não acho nada prática essa etapa, eu compro a garrafinha de leite de coco mesmo. De fato, acho que fica mais saborosa a comida com o leite do coco seco, mas....não é minha praia.

2) Castanha e amendoim batido também no liquidificador. Bate bastante até ficar quase bem moidinho, quase uma farinha.Por enquanto eu aproveito quando a mamãezinha vem me visitar e peço para ela carinhosamente bater os ingredientes. Depois é só guardar no congelador. 

3) Camarão seco triturado no liquidificador.Aqui em Blumenau, nem em Florianópolis encontrei camarão seco. Então esse tem de vir da Bahia. Até pelo correio meus pais já me enviaram. hehe. Depois guarda no congelador. Aguenta bastante tempo.

4) Farinha de Mandioca - Também trago da Bahia, ou trazem para mim, mas aqui tem farinha, não é igual, mas quebra um belo de um galho.

5) Azeite de Dendê - em todo mercado atualmente vende-se o azeite. Depois que abrir a garrafinha é só guardar na geladeira. Mas ele endurece quando resfriado, então, quando for usá-lo novamente, coloca a garrafa em banho maria para derreter.

Depois é só fazer as receitinhas e hummmmmmmmmmmm, matar a saudade!

quarta-feira, 1 de maio de 2013

TELHADO DE VIDRO

                                       CUIDADO COM O TELHADO DE VIDRO

Estávamos em mais um dia de férias, curtindo o sol e o mar, na nossa prainha quase particular em Balneário Capri, em São Francisco do Sul. Depois que passou a comemoração do ano novo, a frequência na praia diminuiu drasticamente no meio da semana. Mas sempre por volta das 10:30 h da manhã, quando o sol resolve finalmente aparecer de vez, aquecendo e embelezando a natureza, a energia toma conta das pessoas, dando-lhes alegria e disposição para caminhar até a praia. A extensão da orla é grande e, como a frequência dos praieiros é pequena, sobra espaço para todos.

Na primeira sexta-feira de 2012, uma família de descendentes de japoneses, acredito eu, montou acampamento próximo a minha família. Um casal e mais duas mulheres, todos já na faixa dos quarenta e uns anos. Enquanto o rapaz colocava os sombreiros as mulheres estendiam suas toalhas pela areia e, prontamente, começaram a tomar sol.

Rapidamente esqueci-me dos novos vizinhos, pois estava lutando internamente entre o desejo de entrar na água e o receio desta estar gelada. Mas geralmente a paixão pelo mar vence essa briga. Adoro mergulhar! Não sei nadar, mas sei boiar. Além disso, respeito muito o mar e seus perigos, como as ondas fortes, lugares fundos, correnteza e repuxo. Evito tudo isso e nunca tive problemas em me deliciar na praia tomando um belo banho de mar. Resolvi, então, entrar na água.

Aos poucos fui molhando o corpo, dando atenção especial à barriga e às costas que parecem ser mais sensíveis ao contato com a água fria. Terminada essa fase, não tem jeito, enfiar a cabeça na água e rezar para depois não sentir frio. E foi o que fiz. Que maravilha! Vencida a etapa dos medos é só curtir a delícia do mar. A maré é calma e de água transparente. O sol refletindo seu brilho naquele tapete voluptuoso.   Para mim, tomar banho de mar é revigorante, lava a alma, renova as forças para a vida, levando com as ondas as impurezas que nos consomem o pensamento......ops. Nem toda impureza é levada pelas ondas! Algo de venenoso faz parte da nossa genética, com certeza.

                Retornei ao mundo real, quando meus olhos visualizaram meus vizinhos de praia, a família dos japoneses, que, agora, estavam bem na minha direção, pois, a pouca correnteza do mar, me levou mais para a esquerda. E, deparo-me com o rapaz iniciando uma atividade física.

                Com os óculos de natação pendurados no braço como se fosse uma manga vestida, em vez de uma apresentação de tai chi chuan, presenciei uma aula de alongamento. Uma preparação primorosa para o nado, que deduzi vir a seguir. Movimentos lentos esticando um braço, abaixando o braço, levantando o outro braço, abaixando o outro braço. Tttuuudddooo mmmuuuiiitttooo dddeeevvvaaagggaaarrr.

                Dentro da água eu o observava e ria por dentro, admirada com tanto zelo no exercício e também muito curiosa para ver se o nado corresponderia a esse cuidado.

                Nossa! Demorou tanto que terminei meu mergulho e voltei à minha toalha estendida ao sol. Para minha surpresa meu marido logo puxou conversa e, não deu outra, fez a mesma observação sobre o esmero e a demora do nosso vizinho de praia para realizar um alongamento. E brincávamos: - Será que vai atravessar até o outro lado do canal?

                Bem, em algum momento ele teria de parar o exercício nem que fosse para ir embora da praia. Enfim essa hora chegou e entrou no mar. É, de fato, começou o nadar, demonstrando ter vasta experiência no ofício. A classe apresentada no alongamento foi mantida nas braçadas, no bater de pernas e no girar da cabeça. Classe e calma.

                Nadou e sumiu. Esquecemo-nos do nosso vizinho nadador. Tomei sol, brinquei na areia com minha filha. De repente, olha quem voltava depois de muitos minutos passados! Sim, o descendente de japonês. Ficamos mais uma vez admirados, pois demorou muito para voltar nadando e comentamos que de fato ele tinha muito bom preparo físico. E ele continuou a nadar na outra direção. Demorou mais uma vez para voltar. Desta feita parou e voltou a encontrar-se com a família sentada na areia.

                Depois de muitos comentários, brincadeiras e admirações sobre formas de nadar, foi a vez agora de o meu querido marido ir tomar banho de mar. Com seu jeito peculiar de nadar, para não dizer que é, na verdade, desajeitado, começou  a bater os braços para trás com as pernas esticadas para a frente. Eu observava da cadeira a figuraça! De repente seu rosto mudou de expressão. A fisionomia de alegria mudou para a de dor.    

                Parou de nadar e voltou para a areia. Era visível que algo deu errado. Ele confessou, que foi criticar o alongamento do japa e acabara de dar um jeito no seu braço justamente por não ter feito o mesmo.

                Pois é, como diz o ditado: “Quem tem telhado de vidro, não joga pedra no telhado do vizinho.”. E assim, com as boquinhas bem fechadas, voltamos para casa para cuidar de um braço dolorido.

 

 

terça-feira, 17 de abril de 2012

Divulgação do livro O Malabarista

Queridos amigos,

Estou aqui para compartilhar e ajudar a divulgar o livro O Malabarista escrito pelo amigo Alessandro Pithon. Quem foi meu colega do ISBA no 3º ano colegial deve lembrar-se dele.

Tive a felicidade de reencontrá-lo em 2004 para o lançamento do seu primeiro livro Nas Esquinas da Vida. Nossa! Que surpresa! Um livro de crônicas retratando aspectos do seu cotidiano através de uma linguagem simples e, principalmente muito agradável. 

E agora, início de 2012, mais uma surpresa, o lançamento do seu segundo livro! Agora um romance, com 335 páginas. Gente.... é muito lindo o conteúdo. Claro que é meu ponto de vista, mas para quem gosta de ler, acredito que concorde comigo.

O Malabarista trata de amizade verdadeira, de amor verdadeiro, de humildade, de mudança de comportamento, mudar para ser uma pessoa melhor e não tem dinheiro que compre isso. EU sorri, me emocionei, me apaixonei, chorei, senti paz. Foi uma leitura que desperta a curiosidade, é envolvente, mas com muita sensibilidade transmitida através de palavras. O Malabarista tem início com o encontro de um jovem e um velho e a partir daí uma linda história (ou talvez mais de uma) passa a ser contada ou sentida.

No entanto, meu amigo é novo nessa carreira de escritor. A concorrência é grande. E este livro está sendo divulgado por ele mesmo. Por isso, resolvi dar uma forcinha por algo que acredito valer a pena. Ler é bom e se tem alguém escrevendo e sonhando em continuar cumprindo com esse papel, ainda mais sendo alguém que eu conheço, que gosto do conteúdo e da maneira como escreve e acredito no potencial, sim, eu quero ajudá-lo a perpetuar esse sonho.

Assim, quem tiver interesse, o livro deve ser solicitado através do seu email: alessandropithon@gmail.com e custa R$ 50,00 (cinquenta reais). Este preço é referente ao livro mais a entrega na sua casa, que pode ser via portador, para quem mora em Salvador -Ba ou por correio para as outras cidades, como eu que resido em Blumenau. Daqui eu fiz uma encomenda para meus pais em Salvador e já no outro dia eles receberam.

Acabei de achar no youtube um video, onde ele fala um pouco da sua experiência ao escrever este livro. Leva 13 minutos, mas para quem quiser conhecê-lo, vale a pena ver. Não consegui anexar ao email, então basta escrever o nome dele (Alessandro Pithon) na busca do youtube que aparece dois vídeos, um referente ao dia do lançamento do livro, mas é o outro vídeo onde aparece seu rosto do lado direito.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A primeira Rabanada

Em janeiro de 2012 fiz a minha primeira rabanada ou, como aprendi através da minha mãe, fatia de parida. Sobrou pãozinho francês em casa e resolvi tentar fazer a rabanada. Minha mãe sempre fazia e, pelo que lembro meu irmão gostava mais que eu. Soube ainda que a mãe de meu esposo também fazia para seus filhos. Criei coragem e fui fazer.Na verdade a minha maior dificuldade era a fritura. Nunca fui adepta a fritar nada. Na verdade eu não sabia fritar, tinha receio de não colocar a quantidade certa de óleo, errar a temperatura do óleo, me queimar, fazer muita sujeira no fogão, enfim. Mas aprendi com meu cunhadão Jorge a fritar peixe empanado e mais uma porta na culinária foi aberta em minha vida. hehe

Segue a receita do jeitinho que fiz.

Ingredientes:

2 pães franceses amanhecidos cortados em fatias
2 ovos inteiros batidos com um garfo só para misturar a gema com as claras
leite, o necessário para molhar as fatias
óleo para fritura (no olho, a altura do óleo na frigideira deve ter uns 4 cm)
mistura de açúcar e canela


Preparo:


Depois de uns 5 minutos o óleo já deve estar quente, então pega a fatia de pão molha rapidamente os dois lados no leite, depois nos ovos e coloca para fritar. Quando os dois lados da fatia estiverem moreninhos, retira o pão do óleo e coloca em uma vasilha onde se encontra a mistura do açúcar com canela. Pronto. Faz a mesma coisa até terminar os pães. Depois é só comer.

terça-feira, 25 de outubro de 2011


AVENTURAS EM  BLUMENAU
das capivaras às cinzas do vulcão Puyehue 

Em 2005, lá pelos meus 33 anos, me aconteceu o esperado, casar com uma pessoa que não era baiano (sim, eu tinha certeza disso), porém também inesperado pois teria de ir morar em Blumenau, lugar que nunca imaginei como possibilidade de residência.

Hoje, quase sete anos depois, só posso descrever essa minha experiência nova de vida como uma aventura diária. Situações inusitadas acontecem sempre, afinal é o despertar para uma nova realidade. Às vezes sofremos, mas o consolo é saber que estamos amadurecendo, outras vezes sorrimos e nos divertimos com o que acontece. E é para sorrir que resolvi compartilhar tais experiências neste singelo texto.

Nasci e fui criada em Salvador, Bahia. Ao nascer, meus pais moravam em Ondina. Com um ano eles mudaram para a Pituba. Quando eu estava com meus 4 anos de idade, eles mudaram de endereço mais uma vez, agora para Amaralina, onde ficamos por uns longos quinze anos. E mudamos para a Pituba, onde ainda moram.

Quase não conheci outras cidades fora da Bahia. Fui em Aracaju e Rio de Janeiro ainda pequena, não lembro de muita coisa. Já adulta estive em Recife e Olinda, São Paulo e Lisboa. Ahh, mas lembrei agora, em 2000, passei uma semana em Cuiabá e no jornal local mostraram um jacaré sendo pego andando pela rua na cidade vizinha. Entretanto, Cuiabá foi um caso isolado e rápido na minha vida, assim, minha referência de cidade continuava sendo mesmo Salvador, com muitos prédios ou casas colados uns aos outros. Em bairro nobre tem casas enormes com área verde, mas os jardins e as piscinas ficavam na nossa imaginação, pois a grande maioria das casas tinham muros e placas no portão alertando: “cão bravo”. 

Apesar do predomínio do concreto, Salvador é rodeada pela natureza, o mar...E eu tive esse privilégio de sempre residir perto da praia. Ver o mar para mim é terapêutico: alegra, tranquiliza e purifica a alma.  A natureza se fazia presente: ao andar na orla ou na areia da praia e depois tomar uma água de côco; no fim de semana ir à praia e renovar as energias tomando um banho de mar; ver o pôr do sol no Farol da Barra ou no Solar do Unhão; e no início da noite, ver a lua cheia nascendo no horizonte, imensa e amarelada.

Mas a vegetação urbana, para o meu modesto entendimento de uma moradora desatenta, era mais restrita. Muitos coqueiros isso tinha, aliás ainda tem e muitas árvores também, porém com pouca variedade. Lembro-me de muitas amendoeiras com suas castanhas caídas no chão e também a ficus elástica (pesquisa na internet para saber qual é tá) com suas raízes enormes que quase abalaram a estrutura da nossa casa em Amaralina. Na época foi autorizada, pela prefeitura, o seu corte, desde que, substituídas por coqueiros.

A fauna que me recordo era composta de cães e gatos, ratos, baratas, formigas, muriçocas, maruins, moscas, aranhas, lagartixa, lesma (esses três últimos sempre apareciam no meu quarto da residência de Amaralina, aiiiii como sofri naquele quarto, nheco). Mas lembro de bandos de periquitos voando, passarinhos e borboletinhas amarelas. Na Pituba, ainda aparece, de vez em quando, cavalo passeando e deixando rastro. Fora isso, bicho grande só no zoológico.

Como já citei, mudei para Blumenau e tive de enfrentar alguns desafios e aventuras decorrentes das novidades.

A cidade é menor, e, para minha experiência, é mais sossegada, com menos violência e trânsito menos conturbado. Entretanto são muitos os acidentes no trânsito. Muitos motoqueiros,  e motoqueiras.

Aqui ainda predominam as casas, na sua maioria com jardim, muitas flores e árvores diversas. Árvores e flores que nunca tinha visto. Realmente é algo de se admirar. Logo no primeiro ano me surpreendi passeado por Blumenau,  ao ver sítios em plena cidade. Alguns deles até têm gado pastando. Também é comum nesses jardins terem uma horta caseira.

Nos dois primeiros anos, sofri muito com o frio. Até meados de dezembro eu ainda sentia frio, agora já acostumei. Uma grande novidade é saber que aqui no sul o famoso ar condicionado serve tanto para resfriar, quanto aquecer. Pois para mim, pouco viajada, só o aquecedor, podia esquentar o ambiente.

Indo passear em Florianópolis, percebi ao longo da estrada alguns out-doors contorcidos e árvores reviradas, troncos caídos no chão. Aquilo me surpreendeu, mas não comentei nada. Com o passar do tempo, continuava vendo cenas semelhantes e o que eu temia foi constatado ser real: acontecem ventanias em Santa Catarina. Ventos em torno de 120 a 140 km por hora.

No verão também é comum aconterem temporais no fim da tarde. Geralmente o dia é bem bonito, de sol e calor, mas lá pelas 16 horas o tempo muda, o céu fica repleto de nuvens muito escuras, começa a trovejar e cai a chuva. O problema é que eu não tinha o hábito de ouvir tanta trovoada junta, muito menos trovões demorados. Morria de medo. Acostumei, passei a respeitar ainda mais os raios e trovoadas, mas ano passado uma faísca caiu no telhado da casa de minha cunhada em Pomerode. Queimou telefone, computador, televisão....tá doido!!!!

A cidade é recortada por riachos e, portanto é cheia de pequenas pontes. O rio principal o Itajaí-Açú, passa no centro comercial de Blumenau. Um belo dia eu andava pelo centro e, ao atravessar uma ponte perto da prefeitura, olho para o braço de rio e o que vejo no gramado? Uma família de capivaras. É comum elas passearem próximo ao rio.

Sobre vegetação urbana, já falei que aqui tem muitas árvores e flores. É muito lindo o colorido das flores e de algumas árvores quando florescem. Mas agora é hora da fauna. Aqui também tem cães, gatos, ratos, baratas, lagartixa, mosquito, muita formiga, e muitos, muitos pássaros.

Moro em um condomínio residencial e, na lateral da nossa casa tem uma área de preservação da floresta atlântica. Ao amanhecer os pássaros fazem a festa cantando. Sempre vejo beija-flor e borboletas de todas as cores. Outro dia vi um casal de pássaros azuis. Nesse ponto, a natureza aqui é primorosa. Teve um período em que sempre via vagalumes à noite. Infelizmente agora tem um poste bem na direção da área verde e não os vejo mais.

Na nossa garagem, meu esposo Adroaldo, de vez enquando, encontra uma aranha caranguejeira. Graças à Deus, ainda não me deparei com elas.   Se chover os sapos e rãs vêm passear pelas ruas do condomínio. Na frente da casa do nosso vizinho encontraram uma cobra que parecia ser coral. E, finalmente, fui apresentada ao maruim. Até então só sentia suas picadas, mas Adroado conseguiu fazer a proeza de matá-lo e me mostrar. Ele é do tamanho do ponto no final da frase.

O sol se põe na frente da nossa casa. Temos muitos finais de tarde bem bonitas. Alaranjadas, rosada, azul com rosa, lilás. Em um desses finais de tarde agradáveis, estava eu e Adroaldo na varanda e ao olharmos para as árvores, levei um susto! Minha nossa um macaco enorme andando nos galhos das árvores. Era o macaco bugio espécie comum na região. Que tal?

No verão também fui apresentada aos lagartões meio esverdeados. Eles saem pelas bocas de lobo do condomínio como se quizessem tomar um fresquinho. Medem de 50 centímetros a 1 metro. Será que eu me assustei quando vi o primeiro deles andando por aqui?

Gambá para mim era igual ao do desenho animado, preto com listras brancas. Mas eles também costumam passear pelo nosso condomínio e lá vinha aquele bichinho marrom e de rabo comprido correndo pelo meio fio. Para mim era uma ratazana, mas o meu guia de assuntos da fauna blumenauense (Adroaldo) , afirmou ser um gambá. Fiquei meio decepcionada pela faltas das listras, mas atualmente já acho eles engraçadinhos.

Em novembro de 2008, aconteceu a enchente com deslizamentos de terra, que abalou e emocionou o Brasil. Dois dias antes eu tinha viajado para Salvador, mas meu esposo e suas filhas continuaram em Blumenau. Entretanto, nossa casa fica em lugar protegido, alto e longe de morros que causem riscos de desabar. Mas não foi fácil acompanhar pela televisão tudo o que aconteceu aqui. Agora em 2011, houve outra enchente, mas a população e a Defesa Civil estava melhor preparada e não houve mortes e menos deslizamentos de terra. Dessa vez eu estava na cidade, me assustei um pouco, pois estava no Centro e vi a movimentação dos lojistas já retirando as mercadorias, antecipando a enchente. Mas as pessoas no geral pareciam bem controladas.

E, essa semana teve a gota d’água das surpresas e aventuras em Blumenau. Não resisti e corri para escrever, afinal é  tudo muito inusitado para minha origem soteropolitana. Aqui acontecem coisas que nunca imaginei um dia vivenciar. Pois bem, terça-feira, dia 18/10/2011 à tarde, parei o carro por umas 3 horas no bairro Itoupava Seca. Ao retornar, o carro estava imundo de poeira esbranquiçada. Achei estranho, mas como o ar estava seco e tinha muita areia nos cantos da rua, pensei que fosse aquilo. Somente no dia seguinte fui saber o que houve. As cinzas do vulcão Puyehue  localizado no Chile chegaram aqui em Santa Catarina, em cima do meu carro, e hoje, quinta-feira dia 20/10/2011 chegou na varanda da minha casa!!!!!!!!!!!!!!!!!!
 Vejam as fotos. Não estão muito nítidas porque o granito é manchadinho, mas foi o que deu para fazer.

Acho que vou marcar uma consulta no cardiologista... “São muitas emoções!!!”

Obrigado àqueles que tiveram paciência para ler esse tratado.
Beijos
Jaqueline


20/10/2011

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Instinto ou amor materno?

Instinto  ou amor materno? Não importa! Só sei que senti uma força brutal tomar conta do mim e me vi como uma leoa agarrando sua cria pelos dentes para afastá-la do perigo.

Isso aconteceu no dia 08 de setembro de 2011. Deixei minha filha na escola e, por volta das 09 horas da manhã, fui ao centro de Blumenau, por onde passa também rio Itajaí Açu. Chovia muito e já sabia da possibilidade de enchente, mas achava que aconteceria de forma mais lenta. Nunca tinha passado por uma situação como esta. Em 2008, que foi mais catastrófica devido aos deslizamentos de terra, viajei para a Bahia dois dias antes de tal fatalidade. Enfim, era tudo novo para mim.

Resolvi o que precisava resolver e fui dar uma olhada nas lojas. Mas alguns lojistas guardavam as mercadorias em sacos, outros já colocavam seus produtos  nas malas dos carros. De início fiquei sem entender o que ocorria. Como era cedo, eu achava que eles estavam abastecendo as lojas, em vez de retirarem as mercadorias. Até que caí na real e compreendi, a enchente era fato consumado. Foi quando me deu um aperto no peito e pensei na minha filha. Queira pegá-la, agarrá-la na verdade, e levá-la para casa, que até então fica em um bairro seguro (alto e sem morros ao redor). Eu me via abraçando-a e chegando em casa.

Foi uma sensação nova, maior e que tomava conta do meu corpo. Foi diferente de cuidar de uma doença, ou até de um acidente, quando caí ou escorrega. Acredito que a sensação foi proporcional ao que estava para acontecer. Agora era uma ação da Natureza, um rio violento invadindo um novo espaço! E, como sou inexperiente no assunto,  sabe-se lá o que poderia acompanhar essa enchente. Precisava da minha filha junto de mim, para protegê-la.

Entretanto, a razão controlou o sentimento, ou o instinto, mas a tensão era latente. Não havia ninguém desesperado ou correndo pelas ruas. Como já citei, eu era a inexperiente, então primeiro confirmei a previsão da enchente e, aí sim, liguei para a escola, que já estava liberando os alunos seguindo a orientação da Secretaria de Educação. Fui buscar minha filhota e aí relaxei interiormente.

Sabe-se que o instinto animal é inato, mas na história da nossa sociedade, o zelo pela etapa infantil da vida e o cuidado da mãe com as crianças tal como acreditamos ser correto  é algo que surgiu a partir do século XIX, sem contar as variações de educação dada de acordo às diversas culturas ainda existentes ( http://www.brasiliaemdia.com.br/2007/5/10/Pagina2271.htm).

É....surpreendente sim; teve um período que as mães não cuidavam dos filhos! E isso era o comum, hoje ficamos horrorizados com os abandonos e maus tratos. Porque o AMOR que surge com o nascimento e criação do filho, é algo único. A ligação é tão forte, que só em momentos como esse descrito da enchente, isto é, de perigo iminente ( como doenças, acidente, sumiço da criança), para podermos, de fato, descobrir a sua força.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Sem novidades

Essa é especial para minhas leitoras assíduas que se queixaram da falta de atualizações. MINHAS AMIGAS.....................A INSPIRAÇÃO ESTÁ FRACA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Mas em breve terão notícias minhas!!!! Prometo